Em um enredo digno de novela das oito, o prefeito de Cacoal, Tony Pablo, e seu antecessor, Adailton Fúria, protagonizaram o mais recente capítulo da política rondoniense. Após meses de trocas de farpas públicas — com Pablo esbravejando contra um suposto “rombo” de R$ 8 milhões deixado por Fúria, e este rebatendo com a paciência de quem já viu isso antes —, a dupla decidiu que o palanque eleitoral é mais importante que o ringue político.
Foi bonito de ver: os dois, que mal conseguiam se olhar, agora surgem em fotos sorridentes, com a legenda “Vamos juntos”. Como num passe de mágica, o déficit financeiro que era “gigantesco” virou apenas um detalhe contábil, e as críticas ácidas foram enterradas no mesmo lugar onde a coerência política costuma descansar.
Enquanto isso, o eleitor cacoalense assiste, atônito, a essa coreografia ensaiada. Afinal, na política, o amor e o ódio parecem mesmo estar a apenas um aperto de mãos de distância — ou, neste caso, a uma aliança eleitoral.
